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terça-feira, 9 de agosto de 2011

“Nós envelhecemos porque nossos hormônios caem”

Todas as funções de órgãos e sistemas do nosso corpo estão sobre controle dos hormônios que produzimos. Se dormimos bem e com qualidade é devido à melatonina, uma boa resposta frente a uma situação de stress é resultado da ação do cortisol, se temos um desempenho esportivo bom, devemos em parte ao hormônio do crescimento.

Nosso peso e equilíbrio de gasto e consumo de energia quem controla são os hormônios da tireóide, as características secundárias que distinguem uma mulher de um homem e todo sistema reprodutor dependem da ação dos diversos hormônios sexuais. Nossas características psico sociais e comportamentais, nosso caráter e funções mentais são definidas e controladas por hormônios.

O mais importante é que para que todas estas funções sejam executadas com eficiência máxima é necessário um sinergismo adequado entre todos estes hormônios, como metáfora, como se fosse uma orquestra, na qual cada músico precisa entrar em sintonia com os outros para resultar em uma boa apresentação.

Assim funciona nosso corpo , ou melhor dizendo, deveria funcionar, por que devido a inúmeros fatores intrínsecos , extrínsecos e do meio ambiente que atuam no individuo, levam a desequilíbrios que se não corrigidos originam disfunções e doenças.

Outro problema é que esta plenitude e eficiência da maquina “corpo humano” começa a se complicar a partir dos 25 a 30 anos, idade na qual a produção da maioria destes hormônios, começam a diminuir, justificando o titulo do post.  Da somatória decorrente dos desequilíbrios de funções e déficit de produção hormonal, está a base de nosso envelhecimento.

Lembrando que a expectativa de vida média atual é de 80 anos dá para avaliar a quantidade de “desafinos” que esta orquestra certamente mostrará no decorrer dos anos, traduzindo em diminuição de qualidade de vida e as vezes a interrupção abrupta da música.

Acredito que deve ter ficado claro o conceito de equilíbrio hormonal como base para nossa saúde, e a consequência dos desequilíbrios e déficits como causa de doenças e envelhecimento.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A polêmica da reposição hormonal na menopausa

É muito frequente a pergunta sobre a reposição hormonal no climatério. A dúvida existe porque os vários canais de comunicação alternam informações a favor e contra a reposição, confundindo bastante as mulheres.

Lógico que a posição de seu médico perante o assunto é importante, porém, mesmo no meio de uma conversa informal ou formal de médicos as opiniões divergem. E isto acontece principalmente devido a formação individual de cada profissional, de sua experiência na área e da sua escola de medicina.

Se levarmos em conta que a expectativa média de vida de uma mulher atualmente é de 80 anos, ela viverá quase a metade deles sem o suporte hormonal que havia antes da menopausa!
E se somarmos o fato que devido ao envelhecimento as doenças crônicas (hipertensão, aterosclerose, diabetes, artroses, etc) e vários tipos de câncer aumentam com a idade , o que será que a medicina deve oferecer de melhor a esta paciente em termos de promoção de saúde e prevenção de doenças para melhorar sua qualidade de vida?

Esta resposta tem que ser individualizada e determinada entre a paciente e seu médico de confiança, depois de todo um processo de avaliação de histórico familiar, pessoal, de doenças e restrições atuais.

Por exemplo, a incidência de câncer de mama continua aumentando, porém devido a ação preventiva cada vez mais frequente eles são diagnosticados mais precocemente, com maior índice de cura e com menos cirurgias agressivas. Por outro lado sabe-se que a mortalidade por decorrência de complicações de fraturas ósseas devido à osteoporose é maior que a mortalidade pelo câncer de mama.

Ter a ciência que os hormônios agem em todos os órgãos e processos metabólicos , físicos, mentais e psicosociais do corpo e não só na esfera sexual e reprodutiva, é fundamental.

E por último, definindo-se a indicação de reposição, talvez o mais importante seja qual tipo de hormônio e por qual via utilizar: natural, sintético, via oral, injetável, transdermico, implante?

E você, já ouviu falar em hormônio bio-identico?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Uma nova pílula chega ao mercado!

Foi lançado no mercado um novo anticoncepcional com um princípio ativo diferenciado. A grande maioria das pílulas são compostas de dois hormônios distintos: uma fração de derivado estrogênico (estrogênio, principal hormônio feminino) e uma fração de progestageno (derivado da progesterona, segundo hormônio feminino).

Toda mulher usuária de pílula já passou pela experiência de efeitos colaterais que estes hormônios podem trazer, desde retenção de líquidos, dores de cabeça, náuseas, vômitos, pele oleosa, acnes, dores na mamas, aumento de apetite, irritabilidade, mudanças de humor, de libido e por aí vai...

Estes efeitos decorrem em função da quantidade e tipo de derivado estrogênico/progestageno da composição, versus a sensibilidade individual de cada mulher. São comuns a troca até se chegar a pílula mais adequada para determinada paciente.

A novidade desta nova pílula, é que o estrógeno utilizado é bio-identico. Isto quer dizer que sua estrutura molecular é igual ao estrógeno que o ovário produz, diminuindo sensivelmente a possibilidade de efeitos colaterais desagradáveis e prejudiciais ao organismo. O conceito de substancia bio-identica é interessante pois o organismo não identifica como estranha. 

Vamos explicar de outra forma: 70% do peso de nosso corpo é devido a água, então para vivermos , necessitamos repor constantemente água! E podemos fazer isto por exemplo com refrigerantes, com suco de laranja artificial, com suco de laranja natural, com água com gás, todos tem água na composição, porém o que melhor o corpo aceita e reconhece como ideal é a ingestão de água pura! 

Observação muito importante: O progestageno utilizado nesta composição, ainda não é progesterona bio-identica.

Acredito ser uma opção bem interessante para ser avaliada como uma nova pílula menos prejudicial a saúde da mulher.