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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Eu escolhi o D.I.U.

Parabéns, se a escolha foi decidida dentre você e seu médico.

Quem não tem uma amiga que nos entusiasma dizendo que o D.I.U. foi a melhor opção feita na escolha de anticoncepcional? Por outro lado ficamos sabendo que outra irá retirar após 6 meses de uso devido a cólicas e fluxos abundantes! Infelizmente é assim com qualquer método de disponível: sempre há prós e contras.

O D.I.U. já vem sendo usado desde a década de setenta. Antes eles eram feitos com um material especial de plástico sendo depois adicionado o filete de cobre enrolado que tem um formato de "letra T" que é inserido dentro do útero (Dispositivo Intra Uterino). Hoje os mais usados são o T de Cobre 380 e o Multiload 375, que se diferenciam pelo formato e área de cobre em milímetros quadrados. Posteriormente surgiu o Mirena também em formato de "T" porém com haste vertical que contem um tipo de hormônio com liberação lenta e continua.

O modo de ação, por sinal muito eficaz (a falha é em média menos de uma mulher em cem usando o método por cinco anos) é criar condições que dificultem o encontro do espermatozoide com o ovulo, e não inibindo a ovulação. Mesmo com o Mirena, que é hormonal, o índice de ovulação se mantem em até 90% dos ciclos. Para quem achava que o método era abortivo mês a mês, esta é uma boa informação!

A decisão pelo tipo de D.I.U. a ser utilizado deve ser individualizado através de uma boa conversa com o seu ginecologista. Quando se quer diminuir ou mesmo abolir a menstruação o Mirena é a melhor escolha porém, queixas de dores mamarias, espinhas, cefaleia, depressão , podem aparecer em função da sensibilidade da paciente versus o hormônio utilizado. Já com os de cobre os casos de aumento de cólicas e fluxos abundantes são mais frequentes. Expulsões ou deslocamentos do D.I.U. pelo útero podem acontecer com maior frequencia quando usados em mulheres que nunca engravidaram.

Finalizando, é um método seguro e interessante que deve ser visto como uma boa opção entre os métodos anticoncepcionais disponíveis, sua escolha ou indicação deve ser discutida com seu médico. Decidir com informação e orientação é mais fácil e seguro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Escute melhor o seu corpo!

Você se conhece?
Conhece seu corpo?
Entende como ele trabalha e responde aos estímulos recebidos?
São importantes perguntas porém, mais importantes são as respostas!!

Você acorda e percebe uma dor no baixo ventre mais para o lado esquerdo, algo como uma pontada, cólica , que aumenta quando se movimenta e , as vezes,aguda como uma agulha penetrando.

A primeira coisa que você associa é ao seu intestino que anda lento , preguiçoso. Pensando melhor hoje é o segundo dia desta dor e ontem inclusive ela estava mais forte. No mês passado foi mais ou menos igual porém mais para o baixo ventre direito! Exatamente, estou falando de "dor do meio" do ciclo ou dor de ovulação, frequente em mulheres que não usam métodos anticoncepcionais hormonais, confundidas com cólicas intestinais ou até confundido com apendicite!

A dor de ovulação é decorrente da rotura da membrana do ovário para liberar o óvulo a ser fecundado, que pode, as vezes, levar a pequenos sangramentos que irritam os tecidos próximos , causando dor por um a dois dias. Muitas mulheres, antes do advento da pílula, não tinham relações sexuais nestes dias pois sabiam que estariam mais férteis.

Um dia qualquer você acorda, após uma noite de insônia, com inchaço no corpo(os anéis apertam seus dedos), com sensibilidade nas mamas , que te levam a pensar em que dia do mês você se encontra em relação ao seu ciclo menstrual.

É importante fazer parte do dia a dia, a observação por exemplo, do número de vezes e o volume de urina, a coloração( deveria ser proibido cores diferentes do branco de vaso sanitário!), se arde ou se as micções são curtas e mais frequentes, tentar associar alterações com alimentos previamente ingeridos(sabe-se que a acidez de certos alimentos afetam alguns parâmetros urinários).

As vezes não temos sensação que o "coração esta saindo pela boca"? É até normal em uma situação de alerta, de susto, porém lendo uma revista ou calmamente assistindo televisão, não.

E assim com outros quadros como acidez ou dores no estomago; apos uma farta feijoada ou apos um leve chá com torradas? Aquela umidade vaginal de certos dias do mês ou, corrimento constante com odor e dor as relações sexuais ?

Todos estes exemplos devem ser considerados para ilustrar a atenção que devemos dar ao que o nosso corpo esta "falando", sem excessos neurotizantes, porem , agregando conhecimento e experiências sendo os primeiros a reconhecer novas alterações, não só para procurarmos ajuda , como para poder dar informações preciosas ao médico atendente.

Da mesma forma que aquele novo barulho do seu carro lhe chama a atenção e você quer saber o que é e, como resolver, saiba escutar melhor esta maravilhosa maquina que é seu maior patrimônio pessoal, seu corpo!!.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Menstruar muito é normal?

Uma das perguntas frequentes no meu consultório é sobre volume do fluxo menstrual.

O que é normal? Tem que ser igual todo mês? É sempre acompanhado de cólicas e T.P.M.?

De maneira geral quando a mulher ovula, seu padrão de fluxo e cólicas tendem a ser mais ou menos constante e , o volume de sangue eliminado gira em torno de 80 ml( um copo de agua americano comporta 250 ml, um quarto de litro) por dia.

Uma maneira pratica de avaliar é pelo numero de absorventes trocados em 24 hs.Se ultrapassar 6 trocas ou seu correspondente em tampões estaremos com volumes maiores, independente do numero de dias de fluxo. Claro que a percepção de volume/troca de absorventes é individual , mas se o uso de dois absorventes simultâneos é relativamente frequente ,gerando insegurança no dia a dia , estamos frente a fluxos abundantes.

Quando não existe ovulação, a tendência é de irregularidades ,tanto na frequência do ciclo como no volume do fluxo , alternando intensidade de cólicas e, com T.P.M. de graus variados.

Neste caso recomendo exames laboratoriais de sangue para ver se existe anemia ou alterações hormonais, assim como uma ultrassonografia para descartar cistos funcionais de ovário ou outras alterações estruturais de útero( pólipos, miomas,etc) que justifiquem o quadro.

A boa noticia e que existem alternativas de tratamento que além de promover uma adequação de fluxos e cólicas ajudam e muito os quadros de T.P.M. que normalmente estão presentes!!.

Podem ser utilizados métodos hormonais, anticoncepcionais ou medicamentos que são individualizados conforme indicações e necessidades de cada paciente, com excelentes resultados quando associados com uma alimentação saudável e atividades físicas constantes e regulares melhorando sobremaneira a qualidade de vida destas mulheres. Não é preciso conviver com estes desconfortos nos dias atuais.